
- Não sei o que tenho, filho.
- Dói-lhe alguma coisa?
- Não, sinto-me oca. Esvaziada. Não sei como te explicar…
- Isso passa. Aliás, estás com boa cara. Queres comer alguma coisa?
- Não tenho fome. Quero apenas dormir.
- Mas desde quando te sentes assim?
- Desde ontem. Não comentes com ninguém, mas tenho a certeza que extraterrestres estiveram aqui no meu quarto e estou com a impressão de que ficaram com algo que era meu.
- Não diga parvoíces, mãe! Extraterrestres, logo aqui, em sua casa, com um universo de um tamanhão incompreensível…
- Não brinques com coisas sérias! Durante a noite, acordei e numa luz intensa vi um ser estranho, pequeno, com um andar vagaroso, tipo câmara lenta e com umas antenas na cabeça. Esfreguei os olhos para ter a certeza que não era um sonho. Juro-te que foi verdade! Sabe-se lá o que me fizeram…
- Oh mãe, então foi isso?! Era o seu neto que foi à casa de banho do seu quarto, acendeu a luz e levava aquele capacete dos jogos que lhe ofereceu pelo Natal. O andar pé ante pé era para não a incomodar. A mãe acordou quando ele, sorrateiramente, saía com o foco de luz a incidir sobre ele.
- Dizes isso só para me acalmar. Porque é que o João iria àquela casa de banho se tem a dele no andar de baixo?
- Então não te dissemos que tínhamos de chamar um canalizador para reparar aquele problema naquela casa de banho? Falámos nisso ao jantar…
- Não me lembro de se conversar sobre isso. Mas, então, a minha náusea é psicológica, como tu dizes sempre?
- Pelo menos não foram extraterrestres! Lamento, mãe…
- Dói-lhe alguma coisa?
- Não, sinto-me oca. Esvaziada. Não sei como te explicar…
- Isso passa. Aliás, estás com boa cara. Queres comer alguma coisa?
- Não tenho fome. Quero apenas dormir.
- Mas desde quando te sentes assim?
- Desde ontem. Não comentes com ninguém, mas tenho a certeza que extraterrestres estiveram aqui no meu quarto e estou com a impressão de que ficaram com algo que era meu.
- Não diga parvoíces, mãe! Extraterrestres, logo aqui, em sua casa, com um universo de um tamanhão incompreensível…
- Não brinques com coisas sérias! Durante a noite, acordei e numa luz intensa vi um ser estranho, pequeno, com um andar vagaroso, tipo câmara lenta e com umas antenas na cabeça. Esfreguei os olhos para ter a certeza que não era um sonho. Juro-te que foi verdade! Sabe-se lá o que me fizeram…
- Oh mãe, então foi isso?! Era o seu neto que foi à casa de banho do seu quarto, acendeu a luz e levava aquele capacete dos jogos que lhe ofereceu pelo Natal. O andar pé ante pé era para não a incomodar. A mãe acordou quando ele, sorrateiramente, saía com o foco de luz a incidir sobre ele.
- Dizes isso só para me acalmar. Porque é que o João iria àquela casa de banho se tem a dele no andar de baixo?
- Então não te dissemos que tínhamos de chamar um canalizador para reparar aquele problema naquela casa de banho? Falámos nisso ao jantar…
- Não me lembro de se conversar sobre isso. Mas, então, a minha náusea é psicológica, como tu dizes sempre?
- Pelo menos não foram extraterrestres! Lamento, mãe…
5 comentários:
Antes E.T.s do que outra coisa qualquer! A minha avó passa a vida a dizer que vê cobras e lagartixas à solta no quarto dela. E que ouve ladrões a baterem-lhe à janela. A idade traz dessas coisas...
Beijinho
Náusea psicológica!!! Hehehe!!! :)
A avó de uma amiga minha esconde os enchidos no guarda-vestidos, porque, diz ela, que as funcionárias do lar roubam! (Vestir uma roupita a cheirar a fumeiro... Hummmm!)
Extraterrestres, claro!
teria sido bem melhor...se fossem os extra terrestres
Puxa! Porque razão não nos acontece nada de verdadeiramente extraordinário na vida?
:)
Abraço
I remember when I was a very little girl, our house caught on fire.
I'll never forget the look on my father's face as he gathered me up
in his arms and raced through the burning building out to the pavement.
I stood there shivering in my pajamas and watched the whole world go up in flames.
And when it was all over I said to myself, "Is that all there is to a fire"?
And when I was 12 years old, my father took me to a circus, the greatest show on earth.
There were clowns and elephants and dancing bears.
And a beautiful lady in pink tights flew high above our heads.
And so I sat there watching the marvelous spectacle.
I had the feeling that something was missing.
I don't know what, but when it was over,
I said to myself, "is that all there is to a circus?".
Then I fell in love, head over heels in love, with the most wonderful boy in the world.
We would take long walks by the river or just sit for hours gazing into each other's eyes.
We were so very much in love.
Then one day he went away and I thought I'd die, but I didn't,
and when I didn't I said to myself, "is that all there is to love?".
I know what you must be saying to yourselves,
if that's the way she feels about it why doesn't she just end it all?
Oh, no, not me. I'm in no hurry for that final disappointment,
for I know just as well as I'm standing here talking to you,
when that final moment comes and I'm breathing my lst breath, I'll be saying to myself:
Is that all there is, is that all there is?
If that's all there is my friends, then let's keep dancing.
Let's break out the booze and have a ball.
If that's all there is...
"Is That All There Is?"
Jerry Leiber and Mike Stoller
...era melhor que fossem os extraterrestres!!! pelo menos quebrava a monotonia !!!
av
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