
Gosto do Presépio, do Menino, da Maria, do José, dos Magos e dos Pastores. Gosto da inocência e do recato da família de Jesus. Gosto do cheiro do Natal, dos sorrisos, da claridade. Não gosto do pai-natal, um pai sem mãe, sem filhos, sem família, sem história e tem por companhia animais com cornos. Gosto do Menino sorridente e de braços abertos à espera dos que arribam, guiados pela estrela da solidariedade e da bondade. Não gosto de um natal exclusivamente comercial. Prefiro o Natal da família, dos corações quentes de afecto, do bacalhau com couves, do peru, das filhoses e dos coscorões. Por isso, não gosto da relevância do barbudo vermelho que é sócio de todos os centros comerciais, hipermercados, sapatarias, lojas de brinquedos e fábricas de refrigerantes e que satisfaz as aspirações materialistas das crianças. Prefiro a discrição das figuras do presépio que são tão pobres que apenas se podem dar a si mesmas.
Gosto do calor do Natal, do lenho, das velas e das lareiras. Não gosto do outro Natal frio e triste dos que se sentem impotentes para seguir a estrela e ficam sozinhos a remoer as suas neuras, os seus pecados, as suas loucuras. Também não gosto do Herodes, do Sadam, do Bush, do Bin Laden e de todos quantos não têm tempo de ir ao presépio, devido às estratégias, movimentações, planos, deserções, resoluções, palpites, congeminações. Prefiro a pureza das intenções.
Gosto do mistério. Não gosto da banalidade dos gestos. Não gosto da reciprocidade balofa das relações humanas. Não gosto de dar porque recebo. Prefiro sinais e surpresas.
Gosto de camelos, de burros e de todos os meios artesanais que nos levam ao Menino. Gosto de me sentar no estábulo junto aos pastores, de afagar o recém-nascido arreganhado por este tempo enevoado e húmido, de fazer patetices com os Magos, de cantar canções de embalar com os forasteiros, de dar palmadas de satisfação nas costas do José. Gosto tanto, tanto do Natal que nem consigo dizer quanto.
Gosto do calor do Natal, do lenho, das velas e das lareiras. Não gosto do outro Natal frio e triste dos que se sentem impotentes para seguir a estrela e ficam sozinhos a remoer as suas neuras, os seus pecados, as suas loucuras. Também não gosto do Herodes, do Sadam, do Bush, do Bin Laden e de todos quantos não têm tempo de ir ao presépio, devido às estratégias, movimentações, planos, deserções, resoluções, palpites, congeminações. Prefiro a pureza das intenções.
Gosto do mistério. Não gosto da banalidade dos gestos. Não gosto da reciprocidade balofa das relações humanas. Não gosto de dar porque recebo. Prefiro sinais e surpresas.
Gosto de camelos, de burros e de todos os meios artesanais que nos levam ao Menino. Gosto de me sentar no estábulo junto aos pastores, de afagar o recém-nascido arreganhado por este tempo enevoado e húmido, de fazer patetices com os Magos, de cantar canções de embalar com os forasteiros, de dar palmadas de satisfação nas costas do José. Gosto tanto, tanto do Natal que nem consigo dizer quanto.
Feliz Natal!
14 comentários:
Gosto da família, dos miúdos aos pulos pela casa fora, da lareira, do forno a lenha, da fogueira da vila, do convívio e das bebidas depois da missa. Gosto da árvore de natal e de brincar com os bonecos do presépio com os meus primos pequenos (às vezes já o menino Jesus anda a tomar banho no rio com as ovelhas!).
Ai, já falta tão pouco para a família estar toda junta na terra!
Beijinho
Sim, mais que o significado religioso, que a mim pessoalmente nada me diz, há essa união e esse reencontro da família e amigos, esse aconchego quente e reconfortante que contrasta com o frio do inverno, esse aconchego quente que contrasta com o frio deste mundo em que vivemos.
*
... gosto da época do Natal. Cheia de pretextos para estarmos com os familiares e amigos com alegria, amizade, entreajuda, fé, positividade, entre outros. Também gosto da época fora do Natal, desde que tenha os ingredientes anteriores...
av
Ahahahah!
Meu caro, estás ao melhor nível, e eu tambem não acho piada nenhuma a um gajo barrigudo de barba por fazer e ainda por cima, vestido de encarnado....
Ainda assim, venha de lá esse dia, único no ano, em que todos somos amigos, e deixamos de lado os planos mundanos de como enganar, prejudicar, ou pelo menos denegrir os outros.
Abç!
Sim, foi com esse Natal que eu cresci e com o qual me identifico. A época da família e dos amigos, a época de esquecer as coisas menos boas e renascer em esperança, através dos olhos de uma criança.
Temos que recuperar esse Natal.
A magia do afecto, do carinho e da ternura!
BOM NATAL!
Abraço
Adorei, Felix Natal..
Gosto do natal não pelo que é, mas por aquilo que simplefica...
Quanto as personagens prefiro os animais..
E da luz é claro... Sem desperdicios..
Mas cheia de Espiritualidade!!!
'-)
Feliz Natal! *
Passei por aqui para desejar uma óptima entrada em 2009, e para deixar votos de que este novo ano traga só coisas boas!
E gostar do Natal é isso mesmo, gostar de tudo aquilo que vem inerente ao nascimento...
Agora percebo o porquê de uma discussão numa aula em que quase nos virou contra o Pai Natal.
Ele deixou-se levar pelo consumismo... Mas nem todos os pais deixam :)
charlie,the sinner disse....
charlie,the sinner disse....
O Natal para mim sempre teve um significado muito parecido com o do autor, pelas razões expressas pelo mesmo, mas também porque a vida, enquanto criança, não proporcionava aqueles brinquedos que se desejavam, mas que hoje compreendo as razões porque assim era e que me fizeram crescer como hoje sou. Mas, a partir de agora, O Natal, passou a ser, para mim, algo mais do que o aspecto religioso que incorpora, porque integrou a "vida" que já não se tem, mas que a saudade não nos a faz perder, independentemente das contrariedades e amarguras que houveram enquanto Ser...E assim, o Natal, também, passou a ser o momento da reconciliação...
Aquele abraço ao autor, de quem tem a sorte de o ter como verdadeiro Amigo.
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